domingo, 22 de abril de 2012

CABEÇA DE PREGO NÃO AMASSA MARTELO

HOMEM QUE VIROU UMA BORBOLETA(FREUD ENTRA NA HISTÓRIA) Pablo chegou em casa por volta das seis. Como sempre, tirou os sapatos, esticou as pernas, ligou a tevê, desabotou a gravata e grudou os olhos que não saiam da tela por nada. Por nada? Deu um branco na tela, justamente no momento em que ele se sentiu leve. A mulher mesmo uma vez falou com ele: "da forma que você chega todo dia em casa, se espicha, vai acabar virando uma folha de papel, de tão leve que quer ficar!" Mas ele olhou no reflexo do aparelho de televisão, que não era ele mais e sim uma borboleta. Bem grande eram suas asas e de cores diversas, as mesmas de sua gravata. Parece que foi a partir do casulo da gravata que ele se transformou numa borboleta. Logo ele, que era tão machão, que contava piadas de bichas, que discriminava os homossexuais, via-se agora ali, de frente consigo mesmo em forma de uma borboleta! A porta se abre e entra sua esposa. Ela é pedagoga de uma escola e está bastante cansada. Mas precisa se dirigir para a cozinha e fazer o jantar para o exigente marido. É todo dia a mesma ave-maria. Ela nem sabe porque ele não chegou ainda, ou melhor, não olhou bem para o braço de poltrona! A filha chega em seguida. É adolescente, está com um namorico escondido do pai. Enquanto abre a porta, seu celular toca, mas como a poltrona está vazia, enfim poderá atender ao seu namorado! Pablo em suas asas tem mil mandalas que são olhos e ouvidos para o mundo. Escuta a conversa inteira. "Minha nossa, minha filha já foi até em motel. Pelo amor do Deus das borboletas. Essa eu não esperava!" A filha passa os olhos na tevê, muda de canal. Olha para o canto e toma um susto: "Vem cá mamãe. Vem ver que linda borboleta aqui no braço da poltrona!" A mãe vem com uma pizza pré cozida na mão e exclama: "nossa, esta é das grandes e muito bonita mesma!" Pablo gela. Como poderia um dia ser chamado de bonita, pela própria família! "Mãe, papai não chegou ainda! Ele não é de passar desta hora!" "Deixa prá lá minha filha, tomara que ele comece a demorar, pelo menos não enche o saco da gente!" Pablo tem vontade de falar, mas não consegue, o máximo que pode fazer é bater suas asas, para chamar a atenção e dizer que não concorda com aquelas ideias. "Viu mamãe, que bonita que ela é! Parece que gostou de nós, pois bateu as asas e não voou lá pra fora!" Pablo empalideceu. "Mamãe! É uma borboleta fruta-cor. Ela mudou um pouco o tom colorido de suas asas!" "Minha filha, borboleta é sinal de esperança! Que ela seja bem vinda ao nosso lar!" É a primeira vez que Pablo se sente querido, ou melhor na altura do campeonato, se sente querida. Mas chamada de fruta-cor...? As horas vão passando. "Mamãe o que houve com o papai? Nunca chega!" "Minha filha eu já desconfiava dele, eu vi mancha de batom na camisa dele! Se ele não voltar, não tenho saudade nenhuma! Até você terá mais liberdade se isto acontecer. Seu pai é enjoado demais!" Pablo nem podia esperar por esta. Lança-se num voo, ganha o corredor, a filha sai correndo atrás e ele cai no chão perto do guarda-roupa. Ele, no caso ela. "Vem filha, comer a pizza que já está pronta!" Pablo fica triste. Sente que não faz diferença nenhuma naquela casa. Uma mulher, uma filha e um gato. Espera aí, um gato? Gato come borboletas! Ele, ela no real, ser comida por um gato? Não poderia estar aí a essência do seu homossexualismo reprimido? De tanto criticar homossexuais, ele poderia ter no inconsciente algo escondido. O analista já lhe havia dito isto! Agora estava prestes a ser comido por um gato! Não seria um desejo reprimido? Foi isto exatamente o que aconteceu. O bichano não perdeu tempo e papou Pablo, com toda a sua elegância. Pablo nunca mais voltou. Foi para a lista dos desaparecidos. Sua foto está em várias partes da cidade. A mulher, bem aqui, nem aí. De vez em quando ela diz para a filha: "Não te falei que borboleta traz esperança! Pois é, de agora em diante, não temos mais aquele chato nos nossos pés. Lembra daquela peruana que ele namorava. Não tenho dúvida nenhuma que ele fugiu com ela. Pablo sempre foi maluco. É só olhar os irmãos dele, que você já sabe como ele é!" Pablo acorda assustado da poltrona. "Bésame querido! Desde esta manãna no nos vemos. Yo quería verte. Podríamos caminar un poco esta noche, en la calle!" O calor de Lima é insuportável, mas o amor é uma loucura que ninguém consegue explicar. Mas há coisas que só Freud explica! ROSTO DA MULTIDÃO Um senhor passa apressado com uns papéis na mão, em direção ao Pague Rápido. Duas mulheres se dirigem para um carro estacionado à beira da calçada, onde tem um homem nervoso esperando por elas. Aquele office boy está procurando uma ótica, com certeza. Vem correndo em sentido contrário um rapaz, esbarrando em todo mundo. Estas mulheres que param na calçada, quase sempre é pra ver como estão, no reflexo da vidraça. Com certeza logo em seguida entrarão na farmácia para ver o peso. Tenho pena da balança. Passa por mentirosa, porque ontem mesmo pesou as três, duas vezes! Quatro estudantes vão para a escola, que fica uma quadra à frente. Elas sabem que já passaram de ano e estamos em abril, afinal de contas pagam direitinho todo o mês. Tem um homem mexendo no latão de lixo, em frente ao bar. Ele se alimenta assim. Uns são mais lentos, outros mais apressados, um rio de gente cada um com um rosto e uma história bem diferente. Tem desempregados também. Assim como pessoas com esperança. À frente uma mulher e um homem levam uma criança que está doente. Se vão ao Posto de Saúde, irão ao Poço de Doença. A Saúde Pública no Brasil está um caos. Se colocar um "c" a mais, no meio, podemos dizer que está aos cacos. Uns bem vestidos, outros mulambados. Uns bem empregados, outros vendidos à terça no mercado neoliberal. Posso dizer que a rua é pública. Mas não posso dizer que não tenho nada com isto. A rua não é totalmente pública. É meio pública e meio palco. Um vai e vem de uma trágica comédia desumana do cruel capitalismo brasileiro. FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA A mulher chega primeira. Óculos escuros, sapatos altos, bolsa, joga tudo num canto da mesa e vai tomar banho de hora e meia. Em seguida chega o filho mais velho. Mal chega, mal sai, com um mouse na mão e uma mochila nas costas. Agora é a vez da filha um pouco mais nova e muito apressada. Deixa a mochila na poltrona e esquece um sanduiche ao lado do computador, enquanto navega em direção da madrugada. O marido chega meio lelé da cuca, vai até a cozinha, apanha um latinha de cerveza, senta-se na poltrona, liga o aparelho de televisão e crava os olhos nos noticiários esportivos. Ah! Você percebeu que não falei o nome deles? Mas será preciso dizer o nome. O nome não tem mais importância nenhuma. Antigamente sim, no tempo em que todos se sentavam em volta da mesa de jantar, cada um tinha um nome, um lugar definido no seio familiar, os pais eram muito respeitados e juntamente com seus filhos desfiavam um jantar, quase sempre depois das sete. Mas para quê nome hoje em dia, seja individual ou de família? Não existe mais família nuclear. Existe família no ar. Nome de família? Que família é aquela? Não precisa, todos sabem pelas luzes acesas que o pessoal do 801 já está em casa. Apartamento oitocentos e um. Oito mais um dá nove, "noves" fora nada! CASA DOS AUSENTES Marina morava numa casa no fim da alameda. As acácias e os flamboyants encurvavam quando a gente passava e num gesto de seja bem vindo, jogavam pétalas rosas e amarelas sobre nossa cabeça. A casa muito antiga, conservava seus janelões azuis e exalava pelas suas telhas cumbucas um explendor esmaecido no esquecimento colonial do tempo. As portas de braúna canela amarela, muito altas, não correlatas para os homens de sua época, exibiam embaixo um pequenino arco capaz de passar um gato expulso da dispensa, mas exímio caçador de astutos ratos. Por maior que fosse aquela residência, um expert em história, percebia que ela fora construída com taquaras trançadas e rebocadas simetricamente por fora e por dentro com barro batido, misturado com cal e estrume bovino. Recebera também uma pintura de barro branco e Marina bem sabia onde se encontrava sua fonte, um pouco mais à frente, numa encosta do morro, conforme os contos noturnos de sua saudosa vovó. Lá dentro era perfumado de antigamente. Cristaleiras com xícaras francesas, uma carabina pendurada na parede; o brasão tentando em vão dizer tudo nos desenhos de seus mitos genéticos, cadeiras de palhinhas, mesas de jacarandá, inclusive todo o assoalho. Na cozinha, com o fogo aceso na lembrança, um enorme fogão de lenha, com suas trempes de ferro assoladas pelas décadas de desuso. Os últimos sopros de suas brasas reluziam dos retratos de avós e bisavós, tias-avós, parentes mais distantes que rodeavam todas as paredes do salão. Depois Marina fazia questão de nos mostrar a segunda sala de retratos sem retratos, conforme mesmo ela dizia num sorriso pra dentro, tão pra dentro, que ela quase desaparecia num buraco negro da existência. Era um quarto de dormir, silencioso, espelhando um sono secular, com suas paredes repletas de molduras sem retratos. Ela disfarçava numa frase que tentava em vão justificar uma representação surrealista de fotografias. Em seguida nos levava para o outro quarto, cuja parede de frente estava pintada com a figura do Big-Bang, a grande explosão cósmica, onde tudo começou para nós (tudo? como pode ser tudo? se existia uma massa intimamente conglomerada antes de explodir.... se explodiu em diversas formas-movimentos.... se houve uma força de explosão.... então havia matéria, movimento, espaço e tempo... não foi o início do início...). A gente divagava filosoficamente diante daquele espetáculo primordial da natureza. Servia um café com biscoitos, falava de Drumond, Neruda, Picasso, Dali, Borges, Che, comentava sobre tudo. Um dia saí de lá com a verdade de Marina revelada instantaneamente. O que mais lhe significava não era a sala dos retratos antigos. Ela nem olhava para eles com tanta atenção. O Big-Bang, primeiro boeing cósmico a desfazer-se em mil pedaços, foi o recurso que ela encontrou para reunir todos numa só caixa de presentes, amarrada com um laço do ancestro das origens. Todos? Sim, todos. Não aqueles do salão. Todos aqueles do quarto de dormir onde só haviam molduras desafiando a solidão de suas paredes. Eram os ausentes que mais significavam para ela. Aquele era o tabernáculo dos ausentes. Não dos antigos, mas dos mais recentes. Deles ela tinha uma saudade sem fim. Eles, ela carregava, uns na gangorra do fundo do quintal de sua alma, outro naquele guarda-roupa do canto, por cuja porta semi-aberta, percebia-se algumas camisas, calças, ternos e gravatas. Marina morava no fim de uma alameda na casa dos ausentes. ASSASSINATO EM MASSA DE ALUNOS/ESTUDANTES/SÍNDROME DE BURNOUT/BULLYING/ASSÉDIO MORAL A Escola Municipal Tasso Silveira, do Bairro Realengo, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi invadida por um atirador, disfarçado em palestrante, que disparando mais de cem tiros, contra alunos, matou imediatamente doze alunos; deixando dezenas de alunos feridos, alguns gravemente, podendo aumentar o número de óbitos, porque estão em estado grave. Ele estava super armado e manejava com maestria estas armas. Num confronto com a polícia que entrou no prédio, depois de avisada por um estudante ferido, ele suicidou-se. Não podemos colocar um ponto final nesta história. Em primeiro lugar, ele é ex-aluno desta escola, que estava nesta semana comemorando seus quarenta anos de funcionamento. Em segundo lugar, já existem comentários de que ele sofreu bullying na escola. Como ex-estudante da mesma, era apelidado de Sherman, Swingue, mancava de uma perna e sofria críticas diversas de colegas. Aparecerão várias versões para esclarecer este ato de violência. Também se diz que ele estudava islamismo, como uma forma de aliar esta religião a um fundamentalismo irracional, violento e suicida. O que não é a verdade islâmica, que prega o bem, o amor a Deus e ao próximo, assim como o judaismo, cristianismo, hinduismo, budismo, zenbudismo, taoismo, etc. ou qualquer outra religião séria deste planeta. As religiões tem suas portas abertas para a humanidade e nós sabemos muito bem que até mesmo Judas Iscariotes entrou por uma delas. Obviamente este assassino era um doente mental. Filho biológico de uma doente mental que havia tentado suicídio várias vezes e finalmente adotado por uma família. Vítima da rejeição, de uma doença mental hereditária genética, de maus tratos na escola onde era apelidado de Swingue, Sherman, inclusive mancava de uma perna, e do sistema em geral, enfraquecido em suas raízes sociais para atendimento digno desde a infância. Nascido na geração do boom do neoliberalismo, cuja ação era enxugar o estado esvaziando o sangue das veias dos trabalhadores. Mas devemos nos conduzir a um pensamento mais profundo. Investigar em nosso subconsciente educacional, que pessoas estamos formando. Realmente, nas últimas décadas, a partir da Ditadura Militar e da Ditadura de Mercado no Brasil foram retiradas disciplinas indispensáveis à formação cidadã e humana, como a filosofia e a sociologia. Agora recentemente elas foram incluidas, mesmo assim miudamente, com apenas uma aulinha semanal aqui numa série e outra em outra série, particularmente no Ensino Médio. Na Grande Vitória/ES, temos o fantástico exemplo da Secretaria de Educação de Cariacica, com a Secretária Célia Maria Tavares e o apoio do Prefeito Helder Salomão, que implantaram um projeto de filosofia e sociologia no sistema educacional do município. Um projeto que transcende as fronteiras educacionais de nosso País. Mas na Grande Vitória, em geral, todas as Secretarias de Educação, trabalham com valores éticos e cidadãos, com a disciplina de Ensino Religioso, intertransdisciplinarizada, também de uma forma exemplar e dígna dos maiores elogios, seja a Secretaria de Educação de Vila Velha-ES, um outro exemplo de respeito com os valores humanos e sociais, na aplicação desta disciplina, com total apoio da Secretária de Educação Maria do Carmo Camenote e do Prefeito Neucimar Fraga, dando condições para que estas disciplinas sejam aplicadas por profissionais especializados. Além do mais, nossos profissionais são exímios utilizadores da avaliação diagnóstica desde os primeiros contatos com os educandos. Assim, permite, através da percepção, avaliar transtornos emocionais, problemas psíquicos, juntamente com pedagogos, psicopedagogos, colaboração familiar, encaminhamento para profissionais adequados nos ramos da psicologia, psiquiatria, neurologia, evitando desta forma que eles se transformem em futuras doenças crônicas e incuraveis. Portam-se assim também com outras possibilidades de doenças. Hoje todo mundo já sabe o que é Bullying e pelo menos aqui na Grande Vitória/ES, existe uma preocupação educacional muito grande com este fenômeno e trabalhos tem sido realizados com bastante habilidade, através de Pedagogos, Coordenadores, Psicopedagogos, professores, etc. Mas é preciso aprofundar mais na questão do Bullying, porque ele não é só apresentado entre alunos, mas entre quaisquer grupos humanos sobre outros grupos, ou indivíduos sobre indivíduos ou grupos. De maneira que poderá acontecer entre professores e alunos, devido à escala de poder em que está o professor sobre o aluno. Mas, pelo menos os professores que conheci, ou conheço, são de formação elevada e incapazes de tais atitudes. Bullying também é um assédio de poder sobre um ou vários indivíduos. Este comportamento é de origem intencional e repetida, violento tanto fisicamente como emocionalmente. Ele pode advir de gestores educacionais mal preparados e incapazes de lidar com tal função. Se um gestor exercer uma pressão de perseguição sobre um subalterno seu, ou vários, estes seres, começam a ficar doentes, adquirem stress, problemas emocionais, psíquicos, tem insônias, obtém desequilíbrio da pressão arterial, não se alimentam regularmente, se isolam, mesmo dentro da família. Em pouco tempo chegam as doenças psicossomáticas e deterioram seu corpo, sendo uma forma indireta de uma agressão física, inclusive aos membros de sua família e de seu círculo de convívio. Descontrola sua comunicação no meio em que vivem, na família, no seu círculo social mais íntimo, sendo também uma violência social, que esta pessoa está recebendo, dentro de um País em que se diz especialista na aplicação dos direitos humanos. Passam a usar medicamentos preventivos como ansiolíticos, psicotrópicos, alprazolam, clonazepam, fluvoxamina, lorazepam, citalopram, sertralina, fluoxetina e todos os tipos de medicações à base de diazepan, captropil, losartan, enalapril, etc. Há casos de gestores que usam o nome de seus genros políticos, de seus prefeitos, vereadores como forma de fazer pressão e assédio moral sobre os profissionais da educação. Apresentam superficialmente à primeira vista uma imagem educada e se apoiam muitas vezes nos axiomas das religiões. Usam como arma contra os educadores, nomes de pessoas dígnas e respeituosas! Na realidade são criminosos sociais, aparentemete bem formados, mas violentos destruidores de pessoas e famílias, afetando também a comunidade escolar em geral. O que nós não podemos fazer é transladar a culpa destes péssimos executivos, para os políticos que os indicaram, sejam de quaisquer âmbitos políticos, porque pessoas deste tipo de comportamento, na presença de seus superiores se transvestem de anjos. Por outro lado, os políticos atuais não são algozes, nem francoatiradores, destinados a moer em carne viva a educação brasileira, nem cometem crimes contra a humanidade. Os políticos que conheço, de quaisquer partidos políticos, querem o melhor para todos os envolventes do sistema educacional. No final das contas, estes políticos também acabam como alvo destes falsos amigos e sanguinários administradores. Infelizmente, isto em cadeia, derruba grandes planos governamentais sonhados por muitos eleitores. Outra questão a ser tratada é sobre a Síndrome de Burnout, muito comum em diversos setores de trabalho. No caso, me dedico ao setor educacional, onde encontrei meu rumo e meu pássaro cantor. Ela é um distúrbio psíquico de esgotamento emocional e funcional, levando o indivíduo a um caos intrapsíquico, com depressão, vazio interior, afetando os contatos sociais, familiares, lazer, com uma obsessão pelo trabalho e pela perfeição, o que no fundo leva-o às profundezas da ansiedade e da angústia. Na minha opinião toda esta obstinação e compulsão que inicia por uma ansiedade muito grande pela perfeição e acaba numa desilusão no fundo do poço, ela se principia a nível do próprio sistema, quando não reconhece o verdadeiro terreno em que se desenrola a educação. São raízes do neoliberalismo, que ainda permanecem trançadas nas camadas mais profundas da educação brasileira. A cobrança exagerada de índices, de valores numéricos em provas, de dados estatísticos de aprovação, de resultados imediatos de aquisição de conhecimentos, sem avaliar a situação psico/histórica/social em que todos os componentes e agentes do sistema estão inseridos, assim como as comunidades. Outro ponto a ser tocado é a questão salarial dos professores que vem sofrendo há décadas, uma defasagem salarial muito grande. Houve alguma recuperação parcial nos últimos anos, mas deixa muito a desejar pelo que ficou perdido historicamente. Acreditamos que as administrações se envolverão com mais afinco, para se aproximar de uma justiça salarial mais correlata com o trabalho dos educadores, exigindo de todos os envolvidos um cuidadoso comportamento dialógico, sem perder o fio mestre do tear, da intercomunicação compreensiva, saudavel, a partir do campo político ao campo social/salarial. Por esta razão, digo, que apesar dos inúmeros congressos educacionais que se realizam neste País, ainda assim, a realidade mesma, aquela que está à flor da pele educacional, não está sendo tratada com uma percepção de fundo mais acurada, investigadora e reflexiva. BUM BUM ZIRIGUIDUM O camarada tinha três brinquedos pula-pula na praça. Chegou uma mulher e perguntou-lhe: "Moço, por quanto o senhor poderia alugar seu pula-pula pra mim?" O homem mediu-a da cabeça aos pés e disse: "Pra senhora meu pula-pula é de graça. Até gostaria que a senhora me acompanhasse na praça!" A mulher abaixou a cabeça, sem graça, e foi direto para casa falar com o maridão. Ele ficou furioso: "Vamos resolver este barato lá agora!". Chegou na praça e foi direto falando: "Quer dizer que o senhor cantou minha mulher!" "Não senhor, eu não cantei ela não. Eu apenas ofereci uma sociedade para ela. Quando ela chegou aqui na praça, encheu de crianças em volta dela. Eles pensaram que ela era um tiranossauro!" O marido não sabia o que falar e a mulher envergonhada, aliás, forte como era, arrastou-o até a pista: "Vamos embora querido, aquele cara deve ser doido!". O marido vendo a mulher em estado muito triste e depressivo, resolveu mudar a trajetória: "Que tal se a gente fosse numa churrascaria, e esquecer tudo isto que passou?" "Grande idéia, maridão!" Na churrascaria a coisa piorou. Apesar de terem comido bem, o marido não aguentou e foi direto ao gerente: "Moço, vê se este povo seu tem mais respeito com minha mulher. Ficam os garçons todos de plantão, olhando pro bumbum dela!" O gerente deslanchou na ribanceira da picanha: "Meu amigo, é que houve um comentário que nós aqui do restaurante estávamos matando anta do pantanal para servir pra clientela. Então veio um povo do IBAMA pra cá, com aquelas roupas parecidas com as dos nossos garçons, para fiscalizar. Eu acho melhor o senhor ir pra casa com sua mulher e comer em casa!". Enquanto iam pela rua, um bebum cantarolava atrás: "Bum bum ziriguidum, bum bum deste tamanho, ainda não vi nenhum!" Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 16:42 0 comentários Links para esta postagem sábado, 2 de abril de 2011MALUCO BELEZA O camarada quis dar uma de engraçadinho, lá pelas redondezas dos seus quarenta, chegando em casa no dia primeiro de abril, dois adolescentes em cada espanto, a mulher esperta professora de português; depois de umas meia dúzias de amarelinhas e proclamou: "Hoje é dia primeiro de abril e eu sou o homem mais GOSTOSO do Brasil!". A mulher não perdeu tempo e completou: " E está ficando cada dia mais senil!" O filho surfista acrescenta: "Começou tomando uma, agora barrigando mil!" A filha arremata: "Cada vez mais "D" "O" "I" "D" "A" "O" TIL !" UNIVERSO DIVERSO O fundamento do universo é de que nada é igual a nada. Nenhum grão de areia é idêntico ao outro, nenhuma estrela a outra, nenhuma árvore a outra, nenhum fruto a outro, etc. Nenhum homem é igual a outro homem, mesmo os gêmeos. Até uma sala cheia de japoneses, cada um é diferente do outro. Nos polos, cada palmo de gelo é diferente do outro, inclusive de cores diferentes. Mas o universo é um todo diverso. É único em seu conjunto global. O sentido de união é a alma do universo. Um grão não é igual ao outro, mas é grão pela diferença no outro. Uma árvore não é igual à outra, mas toma sua identidade através da diversidade da outra. Um átomo não é igual a outro, mesmo do mesmo elemento, ele pode estar num tempo/espaço diferente do outro, numa composição transladada em outro plano. Um homem não é outro homem, por isto é um homem em sua identidade, em seu eu mais profundo. Nenhum sistema solar é igual ao outro. Porém há uma dependência para que todos sobrevivam em suas complexidades. Quanto nós matamos uma lagarta no jardim, estamos interferindo no brilho das estrelas. Assim, temos o prazer de admirar cada coisa em seu lugar, fazendo parte do resto imenso universal. Desta forma podemos compreender que a união se torna perfeita com pares de opostos diferentes. Não é necessário que as pessoas concordem com tudo o que pensamos, para que as tenhamos no círculo de nossas amizades. Isto demonstra que nossos eus interiores, são pedaços de um único eu, de um só universo. Feliz o homem que encontra beleza em todas as coisas, sem perder a unicidade com o Eterno. Maravilhoso o homem que vê no outro o seu auto-retrato. Há uma força de união que aglomera todo o universo. Sem esta força ele ruiria. Esta diversidade contém e sustém a universalidade. CAIPIRA PIRA PIRA NA CIDADE GRANDE Su Tião, era o nome dele. Mas no grotão onde vivia não cinematografava graça alguma, porque na originalidade das tetas, o nome ao contrário era porta-seio. Depois de muito pitar e cismar à beira do rio, no barulho dos bagres, cascudos e lambaris, resolveu visitar seu filho no Rio de Janeiro. Lá poderia reviver o tempo da pintada aterrorizando as matas, pelas grades do zoológico, conforme uma carta chegada de relâmpago num sedex amarelo. De primeiro era o passar do tempo que amarelava as coisas, agora era a rapidez expressa. Chegou por conta própria com a patroa do lado. Caipira de verdade não é casado, é patronado. Costume antigo com raízes no voto de cabresto da obediência aos "coroné", que perpetuava na imensidão da sombrinha da mulher, ou do rolo de fazer macarrão. Com tudo escrito na mão, endereço e escambau a quatro, conseguiu chegar no prédio, passar pelo porteiro e tirar o chapéu diante de sua camisa branca com gravata preta. Entrou no elevador com muito custo guiado pelo acessorista e quando chegou no oitavo andar, saiu e disfarçando educação citadina, perguntou quanto era o preço da viagem de subida. Entrou no apartamento pela primeira vez. Aliás pela última vez, porque a não adaptabilidade afugentou-o enrolado nos lençóis de mil desculpas. Olhou pelo varandão e vendo as pessoas andarem lá embaixo igual formiguinhas, pensou: "cuspir não posso. Se não posso cuspir, não posso mudar de idéia e não tenho causo algum para contar." Deu-lhe uma dor de barriga danada e entrou naquele quartinho apertado, sem a liberdade de vento à proa atrás de uns pés de bananeira. Tudo diferente na cidade grande. Olhou pro forno de microondas e pensou que era um grande relógio. Já tinha visto no patrimônio um relógio digital. Leu 11:56 e ficou desesperado por imaginar que as horas voaram enquanto subira naquela caixa de lata para o oitavo andar, pois lá embaixo, escutou o porteiro gritar para uma servente, que eram 19:00 horas. Olhou pela LCD digital/plasma, ultramoderna, e vendo o presidente Sarkozy, chamou sua patroa e disse: "vem cá pra vê, eu sempre disse procê que o Pastor Josias gostava de muié nova. Olha lá ele aqui no meio dos outros pastores, com aquela potranca do seu lado!". No outro dia, seu filho levou-o para passear pela cidade, num carro de vidro fumê, logo após as 14:00 hs. Em seguida ligou o parabrisa para limpar o vidro da frente e o pai exclamou: "nossa, como escureceu rápido e começou a dar um toró duma hora pra outra!". A risada da nora e dos netos, deixou-o como uma preá assustada. A cidade era grande demais, embora seu mundo de onde viesse fosse bem maior em rios, florestas, passarinhos, insetos, frutas, legumes, mas só que lá ao redor do seu ranchinho ele era um rei absoluto e não um androide de botinas e chapéu de palha. PORTUGUÊS FAZENDEIRO Manuel Joaquim Pinto dos Miranda Alenquer resolveu vender sua padaria e partir para outro ramo de negócios: fazenda. Com a coragem varonil daqueles que atravessaram o atlântico em cima de um baú flutuante de interesses financeiros, o portuga comprou uma enorme propriedade, dedicando-se à criação bovina. Um dia chamou sua mulher Joaquina Manuelina Bem Vinda Alenquer, para mostrar sua raça de touros espanhóis. Ficaram em pé no alpendre da casa, enquanto os campeiros expunham a boiada à frente do terreiro. Nisto, veio um touro ansioso e viril e começou a traçar tudo quanto é vaca que via pela frente. Manequim (seu apelido), deu aquele sorriso do tamanho da aba do chapéu: "Tá vendo Joaquelina (seu apelido), este aí me puxou. Tem o mesmo ímpeto que eu tenho!" "Com certeza Manequim, a gente percebe pelo que ele tem na cabeça!" Ele quis caprichar em sua propriedade à beira do asfalto. Arrumou tudo bem direitinho e colocou duas placas informativas: "Cuidado, devagar, animais racionais e irracionais na pista" e "Não pari na estrada". Passava um casal, deste que vê as coisas, mas quer saber minuciosamente de tudo e se preocupou com aquelas placas. Primeiro: animais irracionais, o que é isto? e depois... porque era proibido parar na estrada? e se desse um defeito no carro? se o pneu furasse, por exemplo? Resolveram ir até a sede da fazenda, para que o dono explicasse o que significava aqueles avisos. Além do mais, a segunda placa estava com um grave erro de português: "não pari na estrada". Manuelito foi rápido, curto e grosso, como o seu charuto predileto: "É que eu tenho muitos animais que podem atravessar a pista e além de tudo, eu tenho doze filhos, a maior parte ainda é pequena e não tem muito juízo na cabeça. Quanto a "não pari na estrada", esta placa não é para vocês, é destinada às minhas vacas. A semana passada uma pariu no meio da estrada e provocou um acidente entre um gol e um fiat, fora que perdi minha própria cria!" CADA BRASIL FALA DE UMA FORMA DIFERENTE Em cada região do Brasil há uma forma de falar, completamente diferente de outros lugares. Um sujeito quase foi morto a pancadas num restaurante do nordeste, devido a um mal entendido linguístico. O local era muito bom. Meninas lindas serviam com um sorriso dourado a cada cliente. O camarada chegou para o proprietário e disse: "eu tô afim de comer uma galinha aqui!". Pra quê! Comer galinha com quiabo em Minas Gerais é uma festa régia, mas conforme o lugar do nordeste em que você está, pode levar uma surra por um pai enciumado. Então vamos ao caso que nos interessa. O camarada não era nada bobo não. Mas estava muito distante de sua terra natal. Encostou seu carro num posto de gasolina e perguntou pro gerente: "Onde fica o mictório?" O gerente, muito tirado a sabido respondeu: " O mictório fica lá naquelas salinhas do fundo, onde se lavam os carros. O oratório fica no morro de cima, onde está a Igreja. O parlatório fica na Câmara Municipal no centro da praça. O crematório fica na saída da cidade....." Antes que eles continuasse com seu "discursório", o ganjão lhe respondeu: "E o sanatório fica na quinta rua à esquerda. Depois que eu urinar, vou providenciar as guias para o seu internamento, porque sou médico psiquiatra! Seria bom, você ir antes a um armarinho da esquina e comprar um calça com suspensórios" EMBOLANDO O VISUAL Outro dia, passei por uma estrada no Rio de Janeiro e li a seguinte a placa: "compre aqui os filhotes de peles!". Entendi que ali estava vendendo "filhotes de pelés", com certeza faltando um acento na palavra "peles", mas não compreendia o que seria estes "filhotes de pelés!" Pensei que era alguém que treinava garotos para jogar futebol e vendia os passes deles para times que interessassem. Uns cinco quilômetros mais a frente, estava a resposta num brilhante cartaz no morro à esquerda: "daqui a cinco quilômetros, vocês podem comprar FILHOTES DE PEIXES". Não foi difícil perceber que na primeira placa o "X" teria se apagado. Já lhes contei a confusão que deu um casal, quando chegaram a um restaurante, cujo nome era: "RESTAURANTE BOM RATO". Com muita dificuldade descobriram que aquele "P" que faltava no título "RESTAURANTE BOM PRATO", tinha ido para a p.q.p. No interior tinha um roceiro, que quando achava alguma coisa engraçada, ele exclamava: "ISTO É UMA PAIAÇADA!". Se alguém perguntasse a ele, porque ele falava paiaçada e não palhaçada, ele dizia "QUE ERA PRUQUÊ TINHA UMA FAIA NOS DENTES!". Mas a maior mesmo, aconteceu com a mulher que estava danada da vida com o médico que consultou seu marido. Ela reclamava com todo mundo: "Ele é um médico burro demais. Não consegue entender o que a gente fala. Eu falei que o João solta gás a noite inteira. Ele não acreditou em mim. Marcou um teste para ele fazer de ressonância gasenética!" Outra interessante é o indivíduo que vai visitar um parente, depois de viajar uma noite inteira e não conseguir dormir no ônibus. Para compensar, dorme a tarde inteira, na casa de sua sobrinha. Acorda meio tonto, cabelo estraçalhado e diz: "Não tenho costume de dormir de dia, isto afeta meu relógio zoológico!". A sobrinha olhou para o imenso pescoço do tio e disse: "Com razão! O certo era o senhor estar com o pescoço espichado espiando as belas paisagens que tem nossa cidade!" CUIDADO COM O QUE FALA Um professor, certa vez, chegou à Escola e logo na entrada o coordenador falou: "Abre o teu ôlho, porque hoje tem uma reunião feia com você. É sobre uma adolescente que parece que você falou alguma coisa estranha ou deu uma cantada nela!" O professor ficou superpreocupado, mas tinha certeza absoluta do seu comportamento ético. Chamado para uma reunião, lá estavam a Diretora, as Pedagogas, os Coordenadores e os pais da aluna. A Diretora pediu à mãe da aluna que dissesse o ocorrido. A mãe disse:"Senhora Diretora, este professor está aconselhando a minha filha a fazer nenem" Todos se entreolharam, enquanto o professor replicou: "Realmente, eu disse não só para sua filha, mas para toda a turma que se preparasse para a prova do ENEM!" Rabino SHLOMO AMAR Rabino Chefe Sefardita de Ysrael, dá um show de sabedoria, com a riqueza de suas palavras, tecidas à luz dos antigos sábios judeus, revivendo o conhecimento perdido nas areias do tempo, desde as puras palavras de Daniel, de Isaías, Jeremias, e tantos outros sábios hebreus, como o próprio Gamaliel, ou o Rabino Hilel, que viveu no sec. I a.C., que entre seus ensinamentos incentivava o amor ao Eterno sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. São coisas simples que o Rabino AMAR explica que devemos seguir, mas sua simplicidade é plena de sabedoria, enriquecida de Kheter, Hockmah e Binah. O Rabino AMAR ensina "que o maior perigo que enfrentamos é nós mesmos e não o terrorismo!". Quanta verdade existe na pureza desta ensinança sagrada! O mal reside dentro de nosso coração. O inimigo que temos de vencer, são as nossas mediocridades interiores. Estes foram os ensinamentos que os antigos deixaram para nós. Ele também diz que o alicerce de um povo é a sua unidade, mas quando o amor aos bens materiais é maior do que o amor ao outro, este alicerce se corrompe e se desgasta. Mais uma ensinança profunda. Quando somos demasiadamente presos à matéria, nos afastamos da luz abençoada do Eterno. Isto cria desunião, exploração do próximo, discriminação, má distribuição de rendas e divisão da nação. Ele nos alerta que devemos acordar de manhã e retirar todo o ódio e todo o apego de dentro do coração. Este é o caminho da salvação. Esta é a senda da paz. Só assim realizaremos o Messiah dentro de nós. Portanto, Shalom do fundo do meu coração, para você RABINO AMAR.

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