Poeta, escritor, amante da música e da arte. Um ser humano muito simples em busca do significado profundo da vida, que é o amor, por onde a humanidade ganha sentido no exercício da fraternidade.
domingo, 22 de abril de 2012
K LADO
domingo, 31 de julho de 2011A chave que abria todas as portas! Por favor, tirem um tempinho e leiam no meu blog www.adameveelsalem.blogspot.com e verão sua utilidade em nossas vidas!
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sábado, 30 de julho de 2011HISTÓRIA VIVA
Do meu livro "Lembranças do outono"
Foi no exato momento em que chutou a caixa de papelão, no meio daquele amontoado de lixo em volta do poste, que voou em suas mãos as capas enormes de um livro.
Não havia nenhuma folha dentro o que não significava ausência de história. Colocou-a sob os braços. O design chamou-lhe a atenção. Aos fundos o infinito, com algumas nuvens rosadas, com um último raio de sol desaparecendo aos poucos, sob o topo da montanha, em frente a um vale de flores mortas, com um leito de rio seco, servindo apenas de estradas para alguns seres sem rostos e disformes. Vestiam mulambos e comiam as sobras de maná que os peregrinos jogaram no deserto.
Um camelo alto e esquio passava ao longe com suas alcovas ressequidas e seu olhar cansado, plastificado e cristalizado de areias, sem nenhum andarilho sobre o seu dorso.
Olhava para a esquerda, como quem quisesse descobrir na face do observador um sinal de bondade com um cântaro de água. Já perdera a direção de qualquer oásis e observava-se no fundo uma pantera escondida sob uns escombros de tendas, aquecendo entre ossos e crânios, à espera da fome vindoura.
No canto direito um palácio oriental às ruinas e notava-se à volta de suas muralhas vários guerreiros mortos, espadas e escudos espalhados pelo terreno à frente. A torre inclinada, prestes a cair sobre uma outra torre, de um minarete de uma mesquita destruida, no seu vão, apenas o corpo do último almadem, que nem sequer anunciou as orações da tarde.
No alto da capa o título em negrito: caos. Na parte inferior um subterrâneo descia a uma adega medieval, barulhenta ao som de ratos e morcegos.
Os barris deitados em fileiras formavam um batalhão organizado, com suas madeiras antigas e seus cinturões de aço. Gordos combatentes deitados semimortos, incapazes de por si mesmo de soerguer, mas ainda lotados de todas as espécies de bebidas dos mais diversos sabores.
Os degraus que iam da superfície ao porão rangiam com suas tábuas velhas, lastimando o peso dos anos e o ir e vir dos alcóolatras e dos homens desbotados pelo tempo e pela bebida.
No fundo da adega, um salão com dezenas de mesas rodeadas de cadeiras com esqueletos sentados, ainda conservando nas mãos, ou melhor nas falanges de ossos as cartas em branco, pois o tempo havia levado com ele suas imagens, cores e números.
Num canto um balcão vazio numa semi escuridão. Aos fundos uma parede contendo garrafas envolvidas por teias de aranhas. Alguns copos ainda estavam esparzidos sobre o mesmo, com restos de bebidas que alguns ratos lambiam e depois sorriam.
Na contra capa do livro apenas os quatro elementos da natureza emolduravam-na. Uma chuva torrencial caia sobre uma praça e percebia-se em volta sua violência sobre as árvores, sobre as casas e prédios vizinhos, as ruas alagadas, com alguns cães vira lata subindo nos umbrais das janelas que pudessem alcançar ou muros e outros mortos boiando.
O vento passava a mil por hora carregando alguns telhados e vários tipos de objetos, como tampas de caixas d'água, cercas, janelas, portas, toldos, e um casal de mãos dadas.
O fogo subia aos céus em chamas altíssimas e consumira a metade de uma cidade. Seu clarão iluminava à distância como faróis de portos gigantes, iluminando galeras afundadas.
Ele caminhou apressadamente com aquela enorme capa vazia debaixo dos braços. Alcançou a praça. Deitou-se como de costume no banco sob um pé de flamboyant. Colocou a capa do livro sobre a cabeça para impedir que as luzes das iluminárias da praça exterminassem seu sono e mergulhasse no mais profundo da escuridão.
Fechou para sempre seus olhos. Com passos lentos e polvilhadas no espaço vazio por pás ritmadas chegou a hora do elemento terra.
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sábado, 23 de julho de 2011NINFA RESSURGE NA AVENIDA, vejam este lindo poema no www.joseluizteixeiradoamaral.blogspot.com
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terça-feira, 19 de julho de 2011Contos maravilhosos: "Anjo Gabriel anuncia criança em São Paulo"; "Um crime psicológico"; "ET e OVNI invadem metrópole" e "Ladrão que nunca foi ladrão", leiam no meu blog www.joseluizteixeiradoamaral.blogspot.com, ao lado. Não percam, pois são extraordinários.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011ITAGUAÇU - NUNCA DISTANTE
ITAGUAÇU NUNCA DISTANTE
(Em homenagem à Diretora ProfªAraci Maria Hell Andrade)
Aqui dentro do meu peito,
em cada batida de meu
romântico coração,
eu preciso te perguntar
Itaguaçu nunca distante,
por que fizeste de tua
praça aconchegante
a menina dos meus olhos?
E esta calma lendária,
de antiga arquitetura
da frente do teu
Grupo Escolar?
Ainda tenho meus
brinquedos guardados
no armário(do meu
inconsciente),
junto com umas mangas
rosas, quando saltava
o muro do Padre José!
As tuas duas torres
da Igreja,
são duas labaredas
beijando o céu!
Onde estão as crianças
da minha infância,
que vestiram minha
alma de seda
e cobriram minhas
lembranças de
franjinhas e de
tranças?
O teu colégio no
recanto de minhas
recordações,
guardava no fundo
o castelinho onde
a gente morava,
e de onde eu mirava
o fenomenal,
e as montanhas no
distante,
formando a alcova de
um camelinho,
que embora fosse maior
que a cidade,
não tem nada a ver,
pois eu era menor
de idade
e maior de bondade.
Para trás ficou
o castelinho, assim
como desapareceu o cine,
não tem problemas,
resolvo com facilidade,
pois os entrego em
nome da saudade de
pour Aline.
Te carrego anos
após anos, na minha
alma,
e por incrivel que
alguém pense,
embora não tenha
aí nascido,
eu nunca deixei
de ser itaguaçuense.
José Luiz Teixeira do Amaral
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segunda-feira, 11 de julho de 2011DOMINGOS MARTINS.... um poema
Adoro brincar,
brincar no hollos,
na sua pluralidade,
fechar os olhos e
viajar pela imensidade
do que está mais
perto de nós.
Brinco de ser sério,
apresento-me homem durão,
mas é só esbarrar em mim
e verão, que não faço
estátua por muito tempo,
em breve rolo no chão
como um menino brincalhão!
Não é brincar com a
palavra empenhada,
nem com os compromissos
marcados,
nem de dizer-te de longe
o que sinto,
pois com isto eu não brinco!
Brinco com o que há
de bom no mundo e nos
seus jardins,
embrenho-me no mais profundo
dos seus confins,
por exemplo, se bem que
exemplos não eram para
ser escritos e sim
guardados em caixas
de jasmins,
observando um inseto
e seus olhos de marfim,
sentindo as montanhas
tão perto,
sentado na praça de
Domingos Martins!
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sábado, 9 de julho de 2011ROSA DE SARON REENCONTRADA
Dizem que ando esquecido,
e que me perdi despercebido,
que já fui duas vezes
à esquina,
para ver se abria a janela
da avenida,
que já dei sete voltas
ao redor das muralhas
da vida,
para ver se estava mesmo
comigo!
Mas eu não abandonei
esta rosa!
Juro que não a esqueci
e nem ao menos deixei
de pensar nela um segundo,
de cada segundo que
ergue o grande tempo
deste mundo!
Com seu caule, me defendi
dos absurdos,
sem torná-los nulos.
Com seu perfume me
cobri e me perfumei
de unguento precioso,
e por onde passei, fui
forte com armadura e
escudos.
Com suas pétalas cobri
minhas pálpebras,
de onde me foi possivel
descobrir um pouco
de cada tudo.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 18:01 0 comentários Links para esta postagem
domingo, 3 de julho de 2011INSTANTES / José Luiz Teixeira do Amaral
Se eu tivesse que viver contigo
mais um instante,
não ficaria tanto tempo sentado
naquela cadeira,
e se tão imensa a praia,
te tomaria pelas mãos e sairia
a caminhar pela areia,
e deixaria cair sobre nós
a tarde inteira,
com seu banho de penumbra e
sua esteira de estrelas.
Eu não ficaria muito tempo
a conversar contigo,
tanto tempo do sol já ter-se
posto,
não ficaria a ver navios,
nem imaginar suas âncoras estáticas,
seria mais lúcido beijar teu rosto,
e misturar-me contigo, como o mar
se mistura com o céu no levante,
não nos deixaríamos à mercê do tempo,
se pudesse ficar contigo mais um instante!
Se voltasse a viver novamente
este instante,
com certeza tocaria em tua face
reluzente,
mergulharia na luz castanha dos
teus olhos,
e diria para a estrela mais
distante,
que sou simplesmente um
jardineiro,
que te olha com ternura
no olhar,
e cuidando de cultivar uma rosa,
conseguiu florir o mundo
inteiro.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 17:06 1 comentários Links para esta postagem
INSTANTES/ JORGE LUIS BORGES
INSTANTES (VERSÃO EM ESPANHOL)
Si pudiera vivir nuevamente mi vida,
en la próxima trataría de cometer más errores.
No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más.
Sería más tonto de lo que he sido,
de hecho tomaría muy pocas cosas con seriedad.
Sería menos higiénico.
Correría más riesgos,
haría más viajes,
contemplaría más atardeceres,
subiría más montañas, nadaría más ríos.
Iría a más lugares adonde nunca he ido,
comería más helados y menos habas,
tendría más problemas reales y menos imaginarios.
Yo fui una de esas personas que vivió sensata
y prolíficamente cada minuto de su vida;
claro que tuve momentos de alegría.
Pero si pudiera volver atrás trataría
de tener solamente buenos momentos.
Por si no lo saben, de eso está hecha la vida,
sólo de momentos; no te pierdas el ahora.
Yo era uno de esos que nunca
iban a ninguna parte sin un termómetro,
una bolsa de agua caliente,
un paraguas y un paracaídas;
si pudiera volver a vivir, viajaría más liviano.
Si pudiera volver a vivir
comenzaría a andar descalzo a principios
de la primavera
y seguiría descalzo hasta concluir el otoño.
Daría más vueltas en calesita,
contemplaría más amaneceres,
y jugaría con más niños,
si tuviera otra vez vida por delante.
Pero ya ven, tengo 85 años...
y sé que me estoy muriendo
INSTANTES (PORTUGUÊS)
Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser perfeito; relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido; na verdade,
bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilhas,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente
cada minuto de sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabes, disso é feita a vida, só de momentos,
não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas;
se eu voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço
no começo da primavera, e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vida pela frente.
Mas vejam, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo...
JORGE LUIZ BORGES , 1986, SUÍÇA.
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sábado, 2 de julho de 2011Sobreviventes do holocausto: inédito e inacreditavel (Michael Carasso e Lucia Carasso) recebem homenagem no blog www.shalomelshadai.blogspot.com
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sexta-feira, 1 de julho de 2011POETA ENVIA UMA CARTA/POESIA AOS JOVENS DE TODO O PLANETA
Conversando ontem com dois jovens, aliás dois maravilhosos jovens, ambos estudando cursos superiores, sendo um Direito e o outro Psicologia, eles me revelaram que estavam impressionados com o meu grau de conhecimentos diversos em vários assuntos. Confesso que naquele momento eu fiquei chateado, digo sinceramente, pois não me considero nenhum gênio e nehum sábio, fiquei até mesmo sem graça. Falei-lhes que a única diferença entre mim e algumas pessoas, é que sou aberto ao universo, à amplidão do cosmo e talvez isto me dê possibilidades de abarcar mais sentido à existência. Porém, resolvi responder-lhes através de um poema, o sentimento que aquele diálogo me envolveu. Vejamos abaixo:
CARTA/POEMA
Quiçá tenha eu somente a paciência
envelhecida da chuva,
a convivência repetida do calor solar,
a cosmociência recebida do brilho estelar,
enquanto vocês vem com a força da semente,
com o vigor do colorido na textura do fruto,
com o esplendor contido no sorriso emergente
da juventude inquieta, palpitante e salutar.
Quiçá conheça caminhos serpentuosos com
desfiladeiros íngremes,
e tenha aprendido com os tropeços a me equilibrar
sobre suas trilhas,
saiba dos ventos marinhos trazendo suas vagas
recordações das caravelas ancestras,
dos piratas escondidos em seus tombadilhos,
da solidão permanente de algumas ilhas,
momentos ancorados em descanso e empecilhos,
porém, vocês revigoram as seivas das manhãs novas
e reluzentes,
reeditam o proclama da união com a esperança de
um mundo melhor, mais dividido e balanceado numa
nova equação,
pois a minha relatividade ainda tem um sinal de
igualdade,
que lhes possibilita encontrar a unicidade na
diversidade da aventura.
Não posso tomar-lhes as mãos e conduzir-lhes até
às grutas do mistério,
porém, posso falar mais sério, mais sóbrio sob
alguns fios de cabelos brancos,
depois de caminhar alguns anos trazendo em rugas
o carimbo destas andanças,
que ainda me adentro por estas grutas, sem medo,
abandonando por completo o fio de Ariadne.
Quiçá, neste comportamento, talvez possa ensinar-lhes
que mais vale a pena procurar do que encontrar,
pois o achado poderia se transformar num mausoléu
de ilusões.
Esta diferença entre o mais velho e o mais novo,
sempre finda num resultado contraditório,
somos mais antigos nesta lição necessária
de que navegar é mais preciso do que viver,
no sentido de que tenha mais precisão, mais
preciosidade.
Mesmo que tenhamos ainda a bússola, o astrolábio e
o quadrante,
para se equilibrar sobre as tempestades e o desconhecido,
por esta razão, quem é instruido na arte de navegar,
sabe ser preciso, aprende que cada instante suplanta
outro instante e não é possivel nem é interessante,
querer segurar o mundo com as mãos.
Quiçá tenhamos saído do teclado da máquina de escrever,
do movimento repetitivo dos grãos socados no pilão,
de reescrever todos os dias a giratória de moer os
grãos de café, após torrá-los ao sopro das brasas ardentes,
de ouvir o murmúrio desabafado do moinho d'água trabalhando
a canjiquinha,
de buscar na bica a água nossa de cada dia,
e conseguimos num salto navegar com vocês
na amplidão da tela plana de um computador,
mas o que afinal de contas, podemos dizer?
Os anos nos ensinaram a traçar com os olhos
várias diagonais e ter a sabedoria suprema
de fazê-las todas divergentes partindo de direções
múltiplas e opostas, mas de uma forma dificil de explicar,
onde todas nascem do mesmo centro,
e este lugar central, torna-se o ponto de encontro
de todas as coisas,
mesmo todas aquelas que estejam em planos divergentes,
encontrando-se umas às outras num rítmo fora de si,
porque compreendi que a razão essencial do cosmo
é que seu centro está em todos os lugares ao mesmo
tempo e sendo ao mesmo tempo um único centro.
Quiçá esteja eu aberto a tudo isto.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 04:08 0 comentários Links para esta postagem
quinta-feira, 23 de junho de 2011Bombeiros soterrados: não deixem de ler no blog www.bombeirosdoriodejaneiro.blogspot.com, ao lado, e divulguem, por favor
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 07:47 0 comentários Links para esta postagem
AMOUR SANS LIMITE (Não deixe de ler a tradução abaixo em português)
Où est l'amour?
Pourquoi avez-vous l'amour bu?
Dans la tête?
Pour ceux qui vous aiment halluciner?
Dans le cœur?
Pourquoi un enfant qui aime?
Pas de sexe?
Pourquoi il a déménagé il aime?
Non, pas seulement
au même endroit!
Il est beaucoup plus complexe.
Lui, quand il s'agit de rester,
est partout,
elle occupe l'immensité de l'univers.
Lorsque des semences, des fruits,
le pied se développe soleils,
des images, des sentiments,
ressemblant à un nuage pensées.
Seuls ceux qui aiment à voir
nymphes dans leurs cieux!
Et ils peuvent Intuit leur danse dans le ciel.
Il recueille l'avant et après la
chaque moment ensemble.
En amour, il peut être un malentendu?
Bien sûr, pas être béni,
le bonheur de l'amour est le bon moment,
ie chaque seconde de chaque instant.
L'amour est dans vos vêtements vilain,
où il écrit l'histoire de deux
le droit et l'intérieur.
Qui vous aime, vous pouvez taper
avec une fleur,
doux au toucher, comme la passion du printemps
passe ses mains sur la nature et
plenifica avec le monde de la couleur.
L'amour vrai?
L'amour n'est pas un tisserand de mensonges et de
ne pas marcher le chemin de la confusion.
Tout amour est vrai,
c'est ce dernier,
que ce soit la première.
Cependant, il a tant de fées, quand
joue sa baguette magique,
une berceuse
au cœur.
Quand il va à travers le temps
qu'il appelle la vie quotidienne,
continue avec son violon.
L'amour est présent,
est une aube à l'ouest,
est un soir de printemps.
C'est la pleine lune sur le déclin,
C'est un moment dans la nouvelle lune,
l'amour tous les jours pour le test,
inverse de celui d'être soi-même,
il s'agit d'un petit géant
quand métiers tangente,
quand il se lève, se renouvelle,
un brillant grand petit,
écrit de la poésie et la prose.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 07:22 0 comentários Links para esta postagem
AMOR SEM LIMITE (POESIA)
Onde fica o amor?
Por que se embriaga quem ama?
Na cabeça?
Por que se alucina quem ama?
No coração?
Por que fica criança quem ama?
No sexo?
Por que se translada quem ama?
Não, não somente
num determinado lugar!
Ele é bem mais complexo.
Ele, quando vem para ficar,
fica em todos os lugares,
pois ocupa a imensidão do universo.
Quando semente, frutifica,
floresce pés de sóis,
de imagens, de sentimentos,
de nuvens-pensamentos.
Somente os que amam percebem
as ninfas nos seus firmamentos!
E podem intuir sua dança nos céus.
Ele coleciona o antes e o depois
de todos os momentos a dois.
No amor pode haver algum desentendimento?
Claro, não seja beato,
a beatitude do amor é o momento exato,
ou seja cada segundo de cada momento.
O amor é travesso na sua vestimenta,
onde escreve a história de dois
no direito e no avesso.
Em quem você adora, pode tocar
com uma flor,
tocar macio, como a paixão da primavera
passa suas mãos sobre a natureza e
a plenifica com o mundo da cor.
O verdadeiro amor?
O amor não é tecelão de mentiras e
não caminha pela senda dos enganadores.
Todo amor é verdadeiro,
seja ele o último,
seja ele o primeiro.
Porém, ele como fada, quando
toca sua vara de condão,
uma canção de ninar
transpassa o coração.
Quando ele atravessa o tempo
ele tange o cotidiano,
com o seu violino permanente.
O amor é presente,
é um amanhecer no poente,
é um anoitecer no nascente.
É uma lua cheia na minguante,
é uma lua instante na nova,
o amor a cada dia nos prova,
que sendo inverso de si mesmo,
ele é um pequeno gigante,
quando tangente se agiganta,
quando se eleva, se renova,
num imenso pequenino brilhante,
e se faz poesia na prosa.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011PASTOR FAZ MILAGRE COM UMA REVELAÇÃO INCRIVEL
Seu Marcolino descompassava cof! cof! cof! numa tosse intermediária a um bocejo prolongado, com um chiado no centro do tórax. "Você precisa de ir ao médico!", vociferava mil denares de vezes, Dª Martinha. A papagaia no poleiro já decorara o refrão: "ir ao médico! ir ao médico! ir ao médico!". Dotes femininos.
De tanto ouvir, não é que o homem foi? Foi, mas por lá ficou. Internação imediata. Operação urgente. Coração de um motoqueiro! Um corte de trinta centímetros ao longo do peito, mais um transversal. Fizeram-no um mosqueteiro operado às pressas,.
Visitas marcadas no ponteiro do relógio.
Dª Martinha falava todo dia no pastor: "o homem ora como ninguém! Marcolino, abra o teu coração pro homem entrar!". Ele só respondia soprando: "Já abriram meu peito. O coração não é meu. Tanto prova que não gosto de goiabada!".
Pra não ouvir mais sermões, Marcô cedeu. Fez um sinal suave com a mão. No outro dia, Pastor Isaias baixou por lá, de terno, gravata e uma bíblia debaixo do sovaco molhado a solavanco de condução.
A reza foi funcional, pois Marcô cochilou debaixo de seus antibióticos. Martinha só balançava a cabeça e subia nos calcanhares.
Terminada a ladainha evangélica, Pastor Isaias começou a olhar, com um semblante estranho por todo o quarto. Observou demoradamente os armários. A cama do acompanhante e uns chinelos embaixo. A porta semiaberta do banheiro e um odor de hipoclorito de sódio vindo do vaso.
Marcô assustou, acordando do sonho e perguntou: "O que o senhor espia tanto aqui?"
"Eu tive uma revelação meu caro! Eu vi um caixão saindo deste quarto!" "Deixa disto, seu pastô! Daqui vai sair um homem a cem quilômetros por hora, de coração novo!"
"Mas eu vi um caixão, e vi também um par de castiçais enormes, com velas cheirando a defunto!"
"Páre com isto, Pastô, tô fora desta tua maldição!"
"Vejo também flores brancas de velório, com muita gente chorando!"
"Sai desta, meu! Vai blefar em outro canto!"
O pastor deu uns passos à frente e abaixou para continuar falando baixinho no ouvido direito de Marcô: "a morte tá chegando!"
Marcô com passagem comprada de vinda e ida a um sonho montado num cavalo de batalha; apanhando um litro de água benta cheinho sobre a mesinha, aparentando uma lança de prata, arrematou-o na cabeça do Pastor!
Marcô dormiu de novo. Pastor Isaias caiu no chão. Martinha a mil foi buscar assistência e socorro.
Duas horas depois o corpo do pastor estava no necrotério se preparando para o enterro no dia seguinte.
Revelação realizada na ponta da lingua e no fundo da garrafa!
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terça-feira, 7 de junho de 2011AMIGOS PARA SEMPRE II
Maurílio observa a tela do computador. Sente um vazio imenso. Não há nada mais a pesquisar. Todos os sites foram varridos com seus ágeis dedos. Passa-lhe uma idéia macabra. Tentar um email qualquer tirado de improviso e enviar o missil pro alvo incerto.
Pronto: arrisca alguma coisa @ qualquer complemento e deixa a mensagem furar o bloqueio do acaso: "VOU PASSAR AÍ".
Digitalizado, empacotado a vácuo num recado quente. Instantâneo nos dois meandros dos extremos. Do outro lado alguém lê: "VOU PASSAR AÍ".
Imediatamente ele acessa "escrever email" e joga a bola prá frente. O outro não perde tempo e comenta num segundo que tem alguém na linha. O que recebe avisa a todos, que estão sendo observados.
Este terceiro arruma as malas, fecha o apartamento e some. O quarto toma dois comprimidos de psicotrópicos e tenta em vão dormir.
Volta para o computador e o primeiro avisa-lhe que seria bom marcar um encontro com todos.
Neste caso, o segundo, pensando ser desconhecido de Maurílio, passa-lhe um email que o aguarda ansioso, para ver no que dá. Maurílio responde-lhe da mesma forma: "VOU PASSAR AÍ".
Ele fica inquieto e avisa ao quarto que o sujeito não está brincando e com certeza está sabendo de tudo.
O quarto está meio grogue e pede o email de Maurílio. Digita: "você vai passar onde?".
A réplica vem imediata: "VOU PASSAR AÍ". Ele insiste: "Aí onde?". Maurílio manda bala: "VOU PASSAR AÍ".
O quarto se apavora e manda um email para o primeiro: "Ele sabe onde nós moramos!"
Este imediatamente comunica a todos os outros que devem mudar de residência o mais rápido possivel.
No dia seguinte, todos estavam em novos apartamentos. O primeiro recebe mais um email de Maurílio: "VOU PASSAR AÍ".
Os outros três ficam sabendo imediatamente e todos nem desembrulham a mudança. Encontraram uma saída precária, mas estratégica: fingindo de mendigos, foram morar na praça!
Justamente no momento em que a brincadeira estava ficando boa, o desconhecido Maurílio vê-se novamente excluido do mundo, diante da tela vazia de seu computador.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 16:25 0 comentários Links para esta postagem
segunda-feira, 6 de junho de 2011greve dos bombeiros do rio de janeiro/urgência salarial/abandono/solidão
Leiam no meu blog www.bombeirosdoriodejaneiro.blogspot.com, um poema inédito, pedindo socorro pelos bombeiros do rio de janeiro.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 18:10 0 comentários Links para esta postagem
domingo, 5 de junho de 2011FANTÁSTICO E INÉDITO: NÃO DEIXEM DE LER AS BELAS PALABRAS DO SÁBIO AMMAR AL AMMAR SOBRE O SERMÃO DA MONTANHA, E DO RABINO SHALOMELSHADAI SOBRE O LIVRO DE ECLESIASTES, NOS BLOGS www.adameveelsalem.blogspot.com e www.shalomelshadai.blogspot.com
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 07:43 0 comentários Links para esta postagem
sábado, 4 de junho de 2011AMIGOS PARA SEMPRE (EM CARTAZ OU DEVEDÊ)
Nasceram no mesmo dia, mes e ano, porém em cidades diferentes: um na cidade grande outro na cidade pequena, tão pequenina para o seu almofadado coração. Nomes? Com certeza diferentes, para não colocar de molho nem a quarar a situação: Boni e Carlos. Fizeram o mesmo vestibular, com notas diferentes, se não seria demais e ambos da mesma sala desde o primeiro semestre do curso de Artes. As notas também nunca foram iguais, pois Carlos era mais detalhista, perfeccionista e se entregava de alma, assim como de corpo às mirabolancias das Belas Artes. Amigos para sempre, porém o destino tem cada detalhe....
Boni, reservado, mais para pérola entravada do que para concha, gostava do curso, embora recluso no seu mundo interior e na sua dificuldade, ou quem sabe inabilidade neste universo renovado e globalizado das relações múltiplas.
Carlos, podemos dizer era totalmente diferente, pois sua amizade chegava a gengis clã. Vou explicar direitinho: era tão próxima a todos, quase tocando boca-boca. Ele sim, podemos dizer, naquele mundo artístico, o tarimbado, prendado e dado desde o clássico ao surreal.
Neste universo e à parte as diferenças, os dois se tornaram grandes amigos. É bem provavel, nesta aliança amigavel, tenha contido uma grande pitada do tempero de Carlos.
Boni se entristeceu de vê-lo morando em um quarto alugado, com cheiro de vaso sanitário velho, torneira pingando na cadência de uma pia antiga e convidou-o para morar em sua casa, levando em conta a assinatura embaixo de sua bondosa mãe.
Assim, Boni e Carlos estreitaram com mais profundidade os seus laços afetivos e emotivos.
Estudavam juntos, planejavam juntos, faziam trabalhos juntos e não há coisa mais bela neste planeta que cada um para o outro e o outro para cada um.
Na rua? Na passarela? No centro acadêmico? Na primeira fila da sala? Vocês já sabem a resposta: Boni e Carlos!
Quem preparou a Mostra Dali? Quem fez o sarau Picasso? Quem estava por trás da Mostra Cultural?
Boni e Carlos! No Centro de Artes pensaram até em introduzir um pronome interrogativo em español: "quiénes".
Andavam no mesmo passo, o mesmo tipo de roupa, o mesmo sorriso, a mesma coca-cola.
Mesmíssimos ou mesmissíssimos era o apelido dos dois.
Os anos se passaram. Eles se formaram. Construiram um segundo andar sobre a casa da bondosississima mama. São donos de uma empresa de objetos antigos e artísticos. Possuem o mesmo carro. Já não são mais aqueles jovens estudantezinhos Boni e Carlos. Para todos, eles são Bonnie e Clyde!
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 06:04 0 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 1 de junho de 2011O REI DA COCADA PRETA
O cassino ficava bem prá lá um pouquinho da escuridão do fim da rua. Não era cassino, mas fica sendo, uma vez casa escondida de jogatina, depois da curva do rola grana, embora neste país não seja liberado à Las Vegas.
Como o serviço aumentou demais, o proprietário, um jogador viciado e explorador, colocou um anúncio de emprego: Vigia de Salão, paga-se bem (não disse salão de quê, até pudera tendo em vista o pudor e o segredo).
Apareceu um cara grandalhão com cara de Zé ou de João Bobo e conversa vai, conversa vem, fico mesmo no mínimo, desde que tenha liberdade completa de circulação e vai e vem.
Mauro, o tirado a esperto, quase caiu pra trás, ou melhor, em cima de uma máquina de caça dólares, pois daria até cinco mínimos no máximo, como propina do cala-te boca, ninguém viu nada por aqui. Mas o novo empregado se contentava mesmo é com o mínimo e não fez cara de touro pelo consentimento.
A noite rolava e banhava no dinheiro, mesmo que a lua fosse de prata, lá dentro brilhava no ouro. Mauro ia juntando sua fortuna e bebendo uisque, como bode faminto come palha seca. A madrugada chegava com os jogadores se retirando no relincho dos carros queimando o breu.
Muito Estranho, nome ou alcunha adquirida nas horas de circulação, sentava-se numa mesa ao canto e Mauro embriagado quase se afogava na cortina esvoaçando ao vento.
"Vamos apostar seu Mauro!" "Tô dentro!" "Rodada de quinhentos!" "Rodada de mil!" "Rodada de cinco mil!" Muito Estranho só ia embolsando as centenas de apostas, enquanto Mauro cambaleando encontrava pelo santo da sorte, seu quarto de dormir.
A rotina é sempre a mesma. Nada muda naquela casa entalhada a filme de horror. Os mesmos jogadores, a mesma bebedeira de Mauro noite adentro.
Mauro não suportava a solidão e aguardava ansiosamente o empregado para ganhar a madrugada perdida na aposta adentro.
"Rodada de dez mil!" "Rodada de cem mil!" "Rodada de duzentos mil!"
Um ano passou tão rápido que Mauro nem percebeu toda a sua fortuna escorrer entre os dedos de suas mãos. Não vai mais além de um simples bebum da última esquina depois do grande fracasso.
Muito Estranho, muito estranho coisa nenhuma, vamos direto ao seu nome de guerra, Mr.James, como já era conhecido há anos nos cassinos mais invisíveis da América, agora proprietário desta casa de jogos, comprando os dois terrenos ao lado, em fase de ampliação, não bebe, não fuma e muito menos dorme no ponto.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 15:16 0 comentários Links para esta postagem
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