Poeta, escritor, amante da música e da arte. Um ser humano muito simples em busca do significado profundo da vida, que é o amor, por onde a humanidade ganha sentido no exercício da fraternidade.
sábado, 31 de dezembro de 2011
O DONO DA FESTA
Grandes iluminárias refletiam no salão um ar repleto de suntuosidades. Balões pendiam pelos cantos como se as paredes fossem parreiras imensas de cachos enormes de uvas douradas.
Não se poderia intuir que horas seriam aquelas, pois a festa em si resplandecia um tempo intacto.
Sorrisos soberbos e roupas esnobes eclodiam pelo espaço. Relógios de ouro, pulseiras de diamantes, colares e jóias de brilhantes preenchiam o brilho e lustravam os movimentos adequados para cada silhueta.
Garçons dançavam tangos em seus movimentos com os mais diversos pratos e fontes de bebidas desciam das bandejas como cascatas.
No centro o anfitrião, com um sorriso mais amplo que todas as luas cheias somadas do ano. Sim, ele estava ali no ponto central do salão. Inflado até seus últimos requintes, porém vazio como uma cidade fantasma. Em volta, seus melhores amigos. Cada um querendo aparecer mais do que o outro, exalando um ar de menosprezo por todos; porém entre eles, trocavam-se farpas de olhares como jogadores de cartas na esperança de lançar o último naipe.
O anfitrião procurava ao máximo ser o dono da festa. Enfim, estes não poderiam ser seus verdadeiros amigos; mas no último divisor comum de seu ego indomável, foram os que não conseguira expulsar com sua estupidez sem freios, de seu círculo mais próximo de convivência.
Não se poderia intuir que horas seriam aquelas, pois a festa em si resplandecia um tempo intacto.
Sorrisos soberbos e roupas esnobes eclodiam pelo espaço. Relógios de ouro, pulseiras de diamantes, colares e jóias de brilhantes preenchiam o brilho e lustravam os movimentos adequados para cada silhueta.
Garçons dançavam tangos em seus movimentos com os mais diversos pratos e fontes de bebidas desciam das bandejas como cascatas.
No centro o anfitrião, com um sorriso mais amplo que todas as luas cheias somadas do ano. Sim, ele estava ali no ponto central do salão. Inflado até seus últimos requintes, porém vazio como uma cidade fantasma. Em volta, seus melhores amigos. Cada um querendo aparecer mais do que o outro, exalando um ar de menosprezo por todos; porém entre eles, trocavam-se farpas de olhares como jogadores de cartas na esperança de lançar o último naipe.
O anfitrião procurava ao máximo ser o dono da festa. Enfim, estes não poderiam ser seus verdadeiros amigos; mas no último divisor comum de seu ego indomável, foram os que não conseguira expulsar com sua estupidez sem freios, de seu círculo mais próximo de convivência.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
QUEM ESTÁ FORA DA JAULA?
Típica família nuclear estruturada em pleno século vinte e umas algumas coisas. Pai, mãe e filho. O leão está na grade. O macaco está na grade. O tigre está na grade. Araras estão na grade. A girafa está na grade. Todos os animais estão enjaulados.
Não há mais leão, nem tigre, nem macacos, nem maritacas, nem zebras, nem girafas, nem...
A cidade é um bloco único de cimento. Grades, guardas, seguranças, câmeras por todos os lados. Prédios suntuosos. Carros de primeira linha. Em torno os cinturões de pobreza. Um ar quase insuportavel. Ninguém consegue respirar.
Afinal de contas: quem está fora da jaula?
Não há mais leão, nem tigre, nem macacos, nem maritacas, nem zebras, nem girafas, nem...
A cidade é um bloco único de cimento. Grades, guardas, seguranças, câmeras por todos os lados. Prédios suntuosos. Carros de primeira linha. Em torno os cinturões de pobreza. Um ar quase insuportavel. Ninguém consegue respirar.
Afinal de contas: quem está fora da jaula?
TRÊS PERSONAGENS DISTINTOS NO MESMO ATO
Eles não se conheciam. Também não havia espaço nem tempo para se conhecerem ou reconhecerem. Estavam no shopping diante de uma grande loja. O primeiro observa as paredes forradas com o termo "liquidação". Um reflexo de si mesmo: liquidação social. Como não há distribuição justa de rendas, uns lambem com os olhos.
O segundo examina todos os produtos ofertados em condições de adquirí-los imediatamente. Lembra-se de uma pergunta paterna: O que você quer ser quando crescer? Cresceu, cresceu, cresceu e inflou. Agora o maior dilema é perguntá-lo: O que você poderia ser quando dimunuir seu ego? Este é o único que observa os outros dois. Com a retirada dos estudos filosóficos e sociais das escolas, fabricam robôs exterminadores do futuro.
O terceiro mira um espelho enorme com moldura de prata. Já passou dos cinquenta. Ele raciocina: eu não tinha este espelho... ele não era imenso.... ele não refletia o mundo ao seu redor...eu não tinha um espelho com esta moldura...ela não era de prata...eu quero este espelho, etc. Ele não se vê como Cecília Meireles se via no espelho, após a passagem do tempo. Infelizmente hoje em dia não há mais o ser. Só o ter. No lugar do humano instalaram o consumidor.
O segundo examina todos os produtos ofertados em condições de adquirí-los imediatamente. Lembra-se de uma pergunta paterna: O que você quer ser quando crescer? Cresceu, cresceu, cresceu e inflou. Agora o maior dilema é perguntá-lo: O que você poderia ser quando dimunuir seu ego? Este é o único que observa os outros dois. Com a retirada dos estudos filosóficos e sociais das escolas, fabricam robôs exterminadores do futuro.
O terceiro mira um espelho enorme com moldura de prata. Já passou dos cinquenta. Ele raciocina: eu não tinha este espelho... ele não era imenso.... ele não refletia o mundo ao seu redor...eu não tinha um espelho com esta moldura...ela não era de prata...eu quero este espelho, etc. Ele não se vê como Cecília Meireles se via no espelho, após a passagem do tempo. Infelizmente hoje em dia não há mais o ser. Só o ter. No lugar do humano instalaram o consumidor.
domingo, 25 de dezembro de 2011
PAPAI NOEL? VERDE, AMARELO, AZUL E BRANCO: PÁTRIA QUE TE QUERO VER-TE!
As botas com canos compridos, pretas, bem envernizadas brilhavam sob a enorme porta de vidro. A roupa toda vermelha, com punhos e barras da calça brancos, encaracolados. Um chapéu cônico pendente para trás, também vermelho com uma bola branca no ápice. O rosto pálido e frio com um olhar perdido na beira da multidão. Uma criança se aproxima: "Papai Noel! Meu presente?" Ele a observa de soslaio sem sequer escapar um meio fio de sorriso. A mãe busca urgentemente a criança. Outras se aproximam. As mães as retiram com urgência. A meninada esperneia. Alguns querem voltar. Outros são arrastados, embora com c rosto e o dorso virados em direção àquela exótica figura.
Vendo-se assim incomodado, retira e joga ao lado suas vestes chamativas. Preferivel continuar com seus mulambos, do que vestir aquela suntuosidade encontrada na grade de uma rica mansão.
Com suas vestes habituais estaria mais perto de um sinal de pena ou de algumas moedas domingueiras de beatas singelas, ávidas por ganhar o céu e uma flor amarela da virgem maria.
Vestido daquela forma estaria sendo confundido com um deus imaginário infantil.
Agora sim, voltara à sua verdadeira realidade. Sem nenhum Noel após o nome. Sentado ali no beiral da calçada. Esta também é do povo como a praça é dos ambulantes.
Ali assumiria sua própria identidade. Devolveria à Pátria o seu falso Noel. Uma pátria que não é Pai, não é Mãe, não é Noel de ninguém.
Vendo-se assim incomodado, retira e joga ao lado suas vestes chamativas. Preferivel continuar com seus mulambos, do que vestir aquela suntuosidade encontrada na grade de uma rica mansão.
Com suas vestes habituais estaria mais perto de um sinal de pena ou de algumas moedas domingueiras de beatas singelas, ávidas por ganhar o céu e uma flor amarela da virgem maria.
Vestido daquela forma estaria sendo confundido com um deus imaginário infantil.
Agora sim, voltara à sua verdadeira realidade. Sem nenhum Noel após o nome. Sentado ali no beiral da calçada. Esta também é do povo como a praça é dos ambulantes.
Ali assumiria sua própria identidade. Devolveria à Pátria o seu falso Noel. Uma pátria que não é Pai, não é Mãe, não é Noel de ninguém.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
JOSÉ DO EGITO: UM ENSINANÇA MARAVILHOSA PARA SE LER no www.rabinoyoussef.blogspot.com
Não deixem de ler os grandes ensinamentos retirados da vida de José, no www.rabinoyoussef.blogspot.com.
domingo, 11 de dezembro de 2011
CARLOS NEJAR O MESTRE DOS MESTRES LITERÁRIOS
CARLOS NEJAR: UMA HOMENAGEM SEM PAR
Se você tem um folha em branco
pronta para "se decorar"?
Chame Carlos Nejar!
Ele já nasceu no plural
de todos os Carlos,
mega destino literário
do nosso som mais verbal.
Se o urso quer hibernar,
que saiba surgir Nejar!
Se a flor quer se abrir,
que saiba florir Nejar,
se o sol espera sair,
aguarde o sorriso de Nejar.
Quem quiser domingar,
compre a Tribuna: Carlos Nejar!
faz do domingo um shabat,
que só ele sabe iluminar,
palavras com sons de shofar,
frases com luzes de arte,
temas que são fantasias
de reinos e castelos encantados,
ideias que são filosofias,
sintonias em todos os tempos conjugados,
do novo verbo criar: Nejar.
Palavras dançando nas linhas,
manás nevando ao Nejar,
salmos brotando nas entrelinhas.
Se você tem um folha em branco
pronta para "se decorar"?
Chame Carlos Nejar!
Ele já nasceu no plural
de todos os Carlos,
mega destino literário
do nosso som mais verbal.
Se o urso quer hibernar,
que saiba surgir Nejar!
Se a flor quer se abrir,
que saiba florir Nejar,
se o sol espera sair,
aguarde o sorriso de Nejar.
Quem quiser domingar,
compre a Tribuna: Carlos Nejar!
faz do domingo um shabat,
que só ele sabe iluminar,
palavras com sons de shofar,
frases com luzes de arte,
temas que são fantasias
de reinos e castelos encantados,
ideias que são filosofias,
sintonias em todos os tempos conjugados,
do novo verbo criar: Nejar.
Palavras dançando nas linhas,
manás nevando ao Nejar,
salmos brotando nas entrelinhas.
GOOGLE: A MAIOR MARCA DE VALOR SOCIAL DO PLANETA
São quase dois anos como bloguista diário. Portanto, estou no google não só durante este tempo, como participante ativo; mas desde quando foi lançada esta marca no mercado, percebi que seria a maior potência de comunicação do planeta. Conforme estudo da Sociagility, Google é o maior gigante tecnológico do mundo! Foram usados os cinco aspectos principais para mensurar a grandiosidade mercadológica e tecnológica das redes sociais: popularidade, receptividade, interação, alcance de rede e confiabilidade. Google conseguiu a pole position no ranking mundial de maior valor social.
Meses atrás escrevi um poema moderno em homenagem à Google, que relanço hoje, pelo merecimento antológico desta conquista.
GOOGLEM EM BLOGGER, BLOGGEM EM GOOGLE
Eu: google,
tu: google,
ele(a): google,
nós: google,
vós: google,
eles(as): google.
Googlem em blogger.
Eu: blogger,
tu: blogger,
ele(a): blogger,
nós: blogger,
vós: blogger,
eles(as): blogger.
Bloggem em google.
Meses atrás escrevi um poema moderno em homenagem à Google, que relanço hoje, pelo merecimento antológico desta conquista.
GOOGLEM EM BLOGGER, BLOGGEM EM GOOGLE
Eu: google,
tu: google,
ele(a): google,
nós: google,
vós: google,
eles(as): google.
Googlem em blogger.
Eu: blogger,
tu: blogger,
ele(a): blogger,
nós: blogger,
vós: blogger,
eles(as): blogger.
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