Há casamentos de todos os tipos e nós não temos nada com isto. Hoje, dentro do próprio sexo, fora do próprio sexo, com sexo, sem sexo, dois ou mais sexos, a coisa diversificou e tomou rumos e não cabe neste contexto nenhuma condenação.
O que vamos falar é de uma secretária de uma grande empresa que se casou com um peão boiadeiro. A gente olhando de cima este casório, até que acha a coisa mais linda do mundo. Beleza pura. Só que a moça é pós graduada em administração, fala inglês e o cara só sabe mesmo socar o rabo na cela e levantar poeira no rodeio.
O cara, de tanto ver bicho chifrudo começou a pensar que era um deles. Olhava para um touro no canto do curral: "olha eu ali com certeza!". Mas, ganhava um dinheirinho arrumado com aquela doideira dele e resolveu contratar um detetive particular para inspecionar sua linda e frágil mulherzinha. Falo linda e frágil, porque toda a vizinhança morria de pena dela: "Meu Deus, como ela aguenta aquele peão boiadeiro? O cara só monta em bicho bravo com violência e tem uma força de arrancar raíz de mandioca com as mãos!"
Logo de início o detetive matou a charada. Nem precisava tanta escuta, tanto grampo, tanto acompanhamento sorrateiro. Não era um "brodi", um amigo íntimo que ela tinha. Era um blogger da google que ela gostava muito de ler.
Depois o cara desconfiou que ela era amante de um coroa famoso e rico. O detetive partiu para a ação. Enfim, o coroa ricaço não era seu ERMAIL e sim seu Email pessoal.
O tempo passou, mas o cara parecia que era psicopata. Pensando bem, para arriscar a vida em rodeios igual a ele, só sendo meio doido mesmo. O detetive foi chamado de novo, sabe pra quê?
O cara disse que sua mulher agora queria relacionar com alguém que "botasse pra gemê"! Em outras palavras, ela acabara de criar uma conta gmail. Assim não dá, né minha gente?
Poeta, escritor, amante da música e da arte. Um ser humano muito simples em busca do significado profundo da vida, que é o amor, por onde a humanidade ganha sentido no exercício da fraternidade.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
RAINHA DA PARADA GAY
Jakeline para os íntimos e Jak para seu onassinarcisismo, intelectual-mor da rapaziada da Rua Viriato, resolveu encarar a parada. Mas ele não entrava para perder. Já era campeã de ganhar tudo desde cedo. Era ambicioso. Sonhava grande e até chamado de megaylomaníaco. Foi buscar na história geral a sua inspiração. Fez uma salada completa. Não há dúvidas que era bom cozinheiro. De Nero retirou a coroa de louros romano. De Júlio César a toga, tão curta que aparecia a calcinha rosa. Em Luis XV sugou seus sapatos de salto alto e o meio cruzar das pernas. De Napoleão, um olhar encantador. De Hitler, suas mãos na cintura, quando estava diante de seus milhões de jovens enfileirados. Até de Mussolini ele roubou um gesto. Nem papa ele perdoou. Inclusive em holwood buscou motivos para a fantasia. Lá não faltam cowboys que balançam o bumbum para subir no arreio.
O início da parada foi às 13:00 hs. O final às 18:00 hs, quando diante do júri seria informada a decisão final. Jakeline ganhou geral. Ganhou fundo! A festa continuou. Só dava Jakeline, só dava Jakeline, só dava Jakeline!
O início da parada foi às 13:00 hs. O final às 18:00 hs, quando diante do júri seria informada a decisão final. Jakeline ganhou geral. Ganhou fundo! A festa continuou. Só dava Jakeline, só dava Jakeline, só dava Jakeline!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O HOMEM QUE VIROU O DISCO
Primeiro ele colocou um brinquinho dourado na orelha esquerda. Ah! Esqueci-me de dizer que ele era casado. Depois colocou outro brinquinho prateado na orelha direita. Resolveu mudar por completo o penteado. Preferiu o estilo morena praia mamãe eu vou sai pra ficar.
Largou de lado o uso de camisa polo, preferindo os camisões rendados que lhe cairam muito bem. Já lhes disse que o homem era casado.
No lugar de calças jeans, preferiu usar umas pantalonas tipo cacique sheyane, e ninguém pode lhe criticar de tão legal que ficou.
Deixou de usar sapatos e passou a usar mocassim. Podemos dizer que fez uma transformação geral.
O homem era casado? Sim, casado com outro rapaz, que por sinal é muito educado. Já fez mestrado em linguas e fala, lê, escreve fluentemente o francês. Seu hobby preferido: dançar ballet. Meus amigos, ele vivem maravilhosamente bem. Se não sofrem a dor do parto, com certeza sofrem a dor do farto. Estão fartos de serem incompreendidos. As pessoas devem entender que cada um carrega na costas o peso que escolheu.
Largou de lado o uso de camisa polo, preferindo os camisões rendados que lhe cairam muito bem. Já lhes disse que o homem era casado.
No lugar de calças jeans, preferiu usar umas pantalonas tipo cacique sheyane, e ninguém pode lhe criticar de tão legal que ficou.
Deixou de usar sapatos e passou a usar mocassim. Podemos dizer que fez uma transformação geral.
O homem era casado? Sim, casado com outro rapaz, que por sinal é muito educado. Já fez mestrado em linguas e fala, lê, escreve fluentemente o francês. Seu hobby preferido: dançar ballet. Meus amigos, ele vivem maravilhosamente bem. Se não sofrem a dor do parto, com certeza sofrem a dor do farto. Estão fartos de serem incompreendidos. As pessoas devem entender que cada um carrega na costas o peso que escolheu.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
HUMANIDADE
A humanidade é um grande corpo. Nós somos a pele, a superfíce consciente do planeta. A humanidade é como se fosse um grande homem cobrindo a terra. Cada parte de seu corpo é uma região. Cada órgão é um corpo. Cada corpo é uma célula. Cada célula é um ser. O ser que se corrompe, altera o órgão, enfim, afeta todo o corpo. O ser que está em sintonia colabora para a harmonia e equilíbrio de toda a humanidade. Vamos ter em nossas mentes, pensamentos de amor e paz. Somos responsaveis pelo Planeta Terra.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
MALUCO ELEVADO AO QUADRADO
De maluco beleza você já se esgotou com as músicas de Raul Seixas, aliás quem as retirava da toca era o sábio Coelho, Paulo. Porém, hoje vou falar de um maluco tristeza. Olavo, depois dos setenta, começou a ler demais e tentar de toda forma ser filósofo. Delirava na praça entre o zumbir das pedras de dominó: " Bom pra vista é dinheiro, com dinheiro você compra tudo à vista! Só tem uma coisa que você pode fazer sem dinheiro: dívidas! Eu estava preocupado demais com meu sítio. Minha filha me levou para a praia. Não adiantou nada. Comecei a olhar aquela mulherada toda de bunda pra cima, de biquini no sol e me preocupei com o meu abobral rachando no calor do sítio! Lá em casa estava fervendo de formiguinhas na pia, a minha mulher colocou veneno demais, elas comeram o veneno todo e se transformaram em formigas cabeçudas! O meu telefone é muito trabalhador, ele está sempre procurando serviço. Quando eu estou dentro de casa, ele está fora de área e de cobertura, porque eu fico muito tempo dentro da sala!"
Um dia, ele endoidou de vez. Levaram-no a um psiquiatra que receitou-lhe diazepina. Tomou durante dois meses. Voltou ao médico. "O senhor parece que está melhor seu Olavo. O senhor está dormindo bem? e está se alimentando bem?" "Olhe, doutor, outro dia dormi das dez horas da noite às dez horas da noite do dia seguinte!" "Mas durante este período, quantas vezes o senhor foi ao banheiro?" "Não foi preciso doutor, eu fiz as necessidades mesmo lá na cama! Quanto a comer bem, eu também não posso reclamar. Outro dia, enquanto minha mulher saiu para ir ao supermercado, o gato siamês da vizinha entrou lá em casa. Eu estava com uma foma danada. Agarrei o cabeludo pelo pescoço, enforquei ele, preparei, botei no microondas e comi tudo de uma só vez! Eu tou tinindo, seu doutor!" Realmente o homem estava pronto, prontinho mesmo, da cabeça aos pés, para se internar no sanatório mais próximo!
Um dia, ele endoidou de vez. Levaram-no a um psiquiatra que receitou-lhe diazepina. Tomou durante dois meses. Voltou ao médico. "O senhor parece que está melhor seu Olavo. O senhor está dormindo bem? e está se alimentando bem?" "Olhe, doutor, outro dia dormi das dez horas da noite às dez horas da noite do dia seguinte!" "Mas durante este período, quantas vezes o senhor foi ao banheiro?" "Não foi preciso doutor, eu fiz as necessidades mesmo lá na cama! Quanto a comer bem, eu também não posso reclamar. Outro dia, enquanto minha mulher saiu para ir ao supermercado, o gato siamês da vizinha entrou lá em casa. Eu estava com uma foma danada. Agarrei o cabeludo pelo pescoço, enforquei ele, preparei, botei no microondas e comi tudo de uma só vez! Eu tou tinindo, seu doutor!" Realmente o homem estava pronto, prontinho mesmo, da cabeça aos pés, para se internar no sanatório mais próximo!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
MENSAGEM DE FRATERNIDADE
Naquele sabath, Rabino Youssef estava demasiadamente inspirado: "Quando eu comecei a aprender a ler na antiga e famosa Cartilha Sodré, o a, deixou de ser a, o p de ser p, o t de ser t, o ene de ser ene, o d de ser d e abaixo de uma enorme pata branca sobre um lago, estava escrito: a pata nada. Cada letra renunciou-se a si mesma, para no contexto criar a pata e colocá-la a nadar. As letras separadas não poderiam fazer este milagre, porém juntas construiram um cenário.
Da mesma forma como no reino da linguagem, quando nós renunciamos a nós mesmos e nos envolvemos amorosamente uns com os outros, nós construimos o universo e edificamos um mundo que se apresenta vivo, maravilhoso e se movimenta para o bem estar de todos."
Da mesma forma como no reino da linguagem, quando nós renunciamos a nós mesmos e nos envolvemos amorosamente uns com os outros, nós construimos o universo e edificamos um mundo que se apresenta vivo, maravilhoso e se movimenta para o bem estar de todos."
PERDOAR É UM EXERCÍCIO
Certa vez, estávamos à porta da Sinagoga Bnei Avraham e um de nossos irmãos comentou com o Rabino Youssef: "Rab, a coisa mais dificil para mim é perdoar. Embora nós temos aprendido isto desde os tempos mais remotos, mas meu coração não consegue perdoar!"
O Rab olhou mansamente para ele e respondeu: "Perdoar é uma questão de exercício. Como foi que você começou a andar? Não foi dando os primeiros passinhos, levantava, caía, tropeçava, andava... não foi assim? Como foi que você começou a falar? Primeiro você balbuciava alguns sons, depois alguns as, alguns os, pa, papai, ma, mã, mamãe, etc... Perdoar é uma questão de exercício! Comece a perdoar os pequenos maltratos que você recebe. Perdoe um hoje, outro amanhã, depois de amanhã...um dia você estará tão treinado que será um expert na arte do perdão!"
O Rab olhou mansamente para ele e respondeu: "Perdoar é uma questão de exercício. Como foi que você começou a andar? Não foi dando os primeiros passinhos, levantava, caía, tropeçava, andava... não foi assim? Como foi que você começou a falar? Primeiro você balbuciava alguns sons, depois alguns as, alguns os, pa, papai, ma, mã, mamãe, etc... Perdoar é uma questão de exercício! Comece a perdoar os pequenos maltratos que você recebe. Perdoe um hoje, outro amanhã, depois de amanhã...um dia você estará tão treinado que será um expert na arte do perdão!"
RABINO YOUSSEF E SEU CONSELHO
Este foi o conselho que o Rabino Youssef me deu: "Faça de tudo para que esteja sempre em paz contigo mesmo. Você pode fugir de todos os seus inimigos, se esconder num abrigo seguro e dormir profundamente. Mas você não conseguirá nunca fugir de si mesmo. Não há travesseiro macio, nem colchão de molas, que dê um sono profundo, a quem tem a consciência pesada"
A CASA GESTÁLTICA
Martha queria trocar de casa. Não suportava mais aquela mesma casa todos os santos dias. À noite, infelizmente, voltar para o mesmo lar. Que palavra bonita "lar", para um lugar tão feio como aquele.
Não suportava mais olhar por aquela janela, os pés de eucaliptos adornando o morro, com os abutres voando sobre ele. Uma poeira vermelha ruminava em torno deles, por um vento que vinha do leste. Quando o vento era do oeste, chegava a chuva e aqueles pés lá longe úmidos, causavam-lhe uma profunda depressão.
Além do mais, a casa era quente. Ninguém aguentava ficar dentro dela no verão. Até que um dia uma vizinha deu-lhe um conselho de abrir uma janela nos fundos, uma janela a mais. Ela mandou quebrar um pedaço da parede e colocou um janelão.
Por surpresa sua, percebeu umas montanhas distantes que nunca tinha visto. Eram azuis e esvoaçavam pássaros em seus píncaros. Martha passava parte do tempo olhando aquela bela paisagem.
Desviou o olhar de um foco central. Encontrou uma paisagem circular, periférica, mudou a direção de seus pensamentos.
Sua filhinha de tres anos, abraçadinha em suas pernas, lhe pergunta: "O que a senhora tanto vê aí mamãe?" Ela abaixa, levanta sua filha, a abraça e beija e diz: "Olha como é linda a paisagem!" Sua filhinha lhe dá um beijo de retribuição. Uma grande mudança, num ângulo apenas de cento e oitenta graus.
Não suportava mais olhar por aquela janela, os pés de eucaliptos adornando o morro, com os abutres voando sobre ele. Uma poeira vermelha ruminava em torno deles, por um vento que vinha do leste. Quando o vento era do oeste, chegava a chuva e aqueles pés lá longe úmidos, causavam-lhe uma profunda depressão.
Além do mais, a casa era quente. Ninguém aguentava ficar dentro dela no verão. Até que um dia uma vizinha deu-lhe um conselho de abrir uma janela nos fundos, uma janela a mais. Ela mandou quebrar um pedaço da parede e colocou um janelão.
Por surpresa sua, percebeu umas montanhas distantes que nunca tinha visto. Eram azuis e esvoaçavam pássaros em seus píncaros. Martha passava parte do tempo olhando aquela bela paisagem.
Desviou o olhar de um foco central. Encontrou uma paisagem circular, periférica, mudou a direção de seus pensamentos.
Sua filhinha de tres anos, abraçadinha em suas pernas, lhe pergunta: "O que a senhora tanto vê aí mamãe?" Ela abaixa, levanta sua filha, a abraça e beija e diz: "Olha como é linda a paisagem!" Sua filhinha lhe dá um beijo de retribuição. Uma grande mudança, num ângulo apenas de cento e oitenta graus.
BANCO/ BÂNICO
A dupla de assaltantes era inteligentíssima. Primeiramente roubaram um carro. Perto do Banco havia um poste com um transformador e bateram com toda força nele. Saiu fogo pra tudo quanto é lado. Depois da calmaria, as pessoas se aproximaram para ver o acidente. Um DPJ ao lado ficou vazio, pois até mesmo os policiais foram ver o carro batido. Enquanto isto, os ladrões aproveitaram o momento surpresa, renderam os guardas do Banco, entraram e começaram a encher os malotes de dinheiro. Lá fora, o transformador começa a pegar fogo. Houve pânico. Além das portas giratórias, o Banco tinha portas externas de aço. Todas elas travaram. Ninguém saia do Banco. Os ladrões apavoraram. Todo o crime foi premeditado. Mas nem todo crime é perfeito. Tentaram sair pelos fundos do Banco, mas não tinha saída. Embora cheio de dinheiro, o Banco estava sem fundos. A polícia fez o cerco e dos dois foram presos, sem nenhuma gema de ouro, ou melhor, cheios de algemas.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
NEM TODO LADRÃO É ARTISTA
O indivíduo chegou ao Banco. Atravessou a porta giratória e ainda cumprimentou o guarda. Esquivou-se entre os clientes e apanhou uma senha para falar com o gerente. Levou quarenta e cinco minutos. O relógio marcava precisamente 11:05 Hs.
Sentou-se calmamente e começou a falar: "Sr.Gerente, a partir deste momento, não atenda nenhum telefonema. O Sr. mora no Edf.Galaxe,55 e sua esposa com seus dois filhos, um menino e uma menina, estão em nosso poder, desde quando quando sairam para a Escola às 8:30 Hs. O Sr. saiu às 7:30 Hs. Eles estão com meus colegas sequestradores em um determinado local. O Sr. simplesmente chamará o tesoureiro e colocará um milhão de reais em dois malotes, levará até lá fora comigo, conversando como se fôssemos amigos. Se ocorrer qualquer coisa errada, a sua família morre."
O gerente respondeu-lhe: "Pode ficar tranquilo. Isto vai levar um tempo. Mas preciso de telefonar daqui para o tesoureiro lá dentro, de forma que ele prepare todo o material conforme está pedindo. Quando o tesoureiro chegar aqui, dentro de meia hora, peço que você explique a ele também, o que está ocorrendo, pelo menos para salvar minha pele diante da Diretoria do Banco. Certo?" O ladrão acena: "Combinado!"
Dentro de quinze minutos a polícia invade o Banco e prende o larápio.
O gerente possui um botão sob a mesa, que ao pisá-lo é codificado pela polícia como assalto. Mas porque o gerente arriscou tanto?
Vejam. É óbvio que ele mora no referido prédio. Só que são dois gerentes que vivem no mesmo andar. Eles são casados com gêmeas. Mais uma coincidência: ambos tem um casal de filhos parecidíssimos: uma menina e um menino.
A mulher dele está de férias em Búzios com as crianças. A cunhada, sim, saiu às 8:30 Hs e foi realmente à Escola, para tratar de diversos assuntos referidos aos seus filhos e aos sobrinhos. Quando o ladrão sentou-se em sua mesa para ameaçá-lo, a cunhada tinha telefonado cinco minutos antes, informando todas as medidas que ele deveria tomar para rematricular seus filhos. Ele percebeu imediatamente o golpe e não pensou duas vezes: pisou no botão. O vagabundo? Pisou na bola!
Sentou-se calmamente e começou a falar: "Sr.Gerente, a partir deste momento, não atenda nenhum telefonema. O Sr. mora no Edf.Galaxe,55 e sua esposa com seus dois filhos, um menino e uma menina, estão em nosso poder, desde quando quando sairam para a Escola às 8:30 Hs. O Sr. saiu às 7:30 Hs. Eles estão com meus colegas sequestradores em um determinado local. O Sr. simplesmente chamará o tesoureiro e colocará um milhão de reais em dois malotes, levará até lá fora comigo, conversando como se fôssemos amigos. Se ocorrer qualquer coisa errada, a sua família morre."
O gerente respondeu-lhe: "Pode ficar tranquilo. Isto vai levar um tempo. Mas preciso de telefonar daqui para o tesoureiro lá dentro, de forma que ele prepare todo o material conforme está pedindo. Quando o tesoureiro chegar aqui, dentro de meia hora, peço que você explique a ele também, o que está ocorrendo, pelo menos para salvar minha pele diante da Diretoria do Banco. Certo?" O ladrão acena: "Combinado!"
Dentro de quinze minutos a polícia invade o Banco e prende o larápio.
O gerente possui um botão sob a mesa, que ao pisá-lo é codificado pela polícia como assalto. Mas porque o gerente arriscou tanto?
Vejam. É óbvio que ele mora no referido prédio. Só que são dois gerentes que vivem no mesmo andar. Eles são casados com gêmeas. Mais uma coincidência: ambos tem um casal de filhos parecidíssimos: uma menina e um menino.
A mulher dele está de férias em Búzios com as crianças. A cunhada, sim, saiu às 8:30 Hs e foi realmente à Escola, para tratar de diversos assuntos referidos aos seus filhos e aos sobrinhos. Quando o ladrão sentou-se em sua mesa para ameaçá-lo, a cunhada tinha telefonado cinco minutos antes, informando todas as medidas que ele deveria tomar para rematricular seus filhos. Ele percebeu imediatamente o golpe e não pensou duas vezes: pisou no botão. O vagabundo? Pisou na bola!
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